quinta-feira, 26 de junho de 2008

...ou devoro-te

não pode errar, não pode falhar. tem que ser bom. não, o melhor. melhor que o outro, melhor que eles, melhor que si mesmo, todo o tempo. e em tudo. todos são concorrentes, adversários. cuidado com eles. vai ficar pra trás?
correndo atrás do quê, pelo quê, para quê, eu não sei.
trouxa.


é fácil ser engolido, ser corrompido. correr atrás das metas dos outros, tornar-se mais uma rês no pasto do sistema.


sábado, 7 de junho de 2008

Cachos

Parece que, em alguns meios, cabelo cacheado é algo realmente subversivo, totalmente contra a ordem.
Aí eu vejo que dá pra ser revolucionário desde as pequenas coisas, aparentemente insignificantes. E um mero cabelo cacheado passa a ser, também, um posicionamento político.

"The personal is political", lema do movimento feminista estadunidense na década de 70. Endosso.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Afff...

Está uma bagunça geral por aqui. Bagunça do lado de fora exatamente porque por dentro não tem nada no lugar mesmo, é óbvio. Para perceberem, eu conto um pedaço: esqueci que tinha de trabalhar nesse domingo. Olha isso. Não querer ir, ficar com preguiça, chegar atrasada, isso tudo já fiz, mas simplesmente esquecer, primeira vez. Assustei, né? Claro. Odeio isso, odeio essa desordem interna. Porque ela atrapalha toda minha visão do mundo, estreita mesmo meu campo visual, põe o umbigo da frente de tudo, como uma cortina grossa na janela que mal deixa entrar a claridade do dia lá fora. A sensação é de que perdi as rédeas de vez. Quase desesperador. Mas só quase.

domingo, 1 de junho de 2008

Janela



O olho é uma janela, né? E é nela que eu me vejo o tempo todo olhando lá fora. Hoje eu não sinto tanta falta de ir lá fora ver de perto ou tocar, experimentar. Para a maioria das coisas me basta ver daqui, da minha janela particular. Eu gosto mesmo é de olhar. Então, eu ando pelo mundo prestando atenção em tudo o que se me apresenta, tanto quanto minha janela (quase sempre) aberta me permite ver.