sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Pai

Tão bom ter. Confiar.
Novos momentos nossos. Mudança no mundo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Fazendo caminho



XXIX
Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.

XLIV
Todo pasa y todo queda,
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre la mar.
(Em Proverbios y Cantares, de D. António Machado)

Eu tenho uma quase fobia de seguir sozinha na vida, sem guia, sem saber previamente qual o rumo, o ritmo, onde pisar, etc. Medo mesmo. Espírito de aventura nulo. Não é medo de ir sozinha, é medo de ir sem bússola. Porque não precisa, necessariamente, vir alguém ao meu lado, desde que me sejam dadas as coordenadas e as instruções. Um mapa, um plano, um manual. O sol de um girassol.
É o sonho de um mestre, um professor, um orientador, tudo isso que me encanta tanto, meu sonho de pai, esse tão difícil de viver embora ambos queiramos tanto. Meu sonho que é Deus.
Porque nem eu sei o caminho que leva aos meus sonhos.
Porque sou tão perdida na vida que se me soltar a mim mesma, fico à deriva.
Mas eu quero seguir. E vou. Haciendo caminos.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Do amor

O amor muda?
O amor acaba? Quando? Como?
Mas, se acabar, era amor?

Coração confuso.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

É uma predisposição para a melancolia que eu não consigo evitar. Não adianta procurar nas circunstâncias os motivos, é aqui dentro. E deriva daí toda sorte de sentimentos que me fazem. A prostração imanente, a luta incessante, a interrogação ululante.
E há tanta vida chamando por mim, tanto por fazer.

"Não sei sentir, não sei ser humano, conviver
De dentro da alma triste com os homens meus irmãos na terra.
Não sei ser útil mesmo sentindo ser prático, ser quotidiano, nítido,
Ter um lugar na vida, ter um destino entre os homens,
Ter uma obra, uma força, uma vontade, uma horta,
Uma razão para descansar, uma necessidade de me distrair,
Uma cousa vinda diretamente da natureza para mim."

(trecho de Passagem das Horas , de Álvaro de Campos)

Coração sufocado.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

tudo quer me ensinar



O clichê-mor: vida = escola em tempo integral.
Mas nunca é clichê quando sentimos na pele.
Lições, erros, correções, tarefa para casa, provas.


Mais uma vez(e sempre), obrigada.



segunda-feira, 19 de novembro de 2007

bota de um pé só

ser paciente, passivo, submeter-se.
dependência, a vida prática dificultada em tudo.

até tomar banho é difícil, tudo ficou complicado.
aprendizado. uma grande lição.

porque, sempre, tudo quer me ensinar.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pontos de fuga


Sono
.
Preguiça.

Sonhos.
Sonhos.

Sonhos.

Fantasias.
Letras.

Ócio.
Solidão.



Vivo bem mais a irrealidade.

Vida


Difícil falar. Muita vida. Um afogamento.
Coração tumultuado.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sou mais eu porque sou você.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Faca de dois gumes

Até que ponto o desejo de saber mais, de sempre aprender, crescer e alargar-se intelectualmente pode nos tornar arrogantes? Em que medida esta ânsia por conhecer e entender tudo o que há nos leva a menosprezar os que não sentem assim, os que simplesmente não anseiam nem buscam o mesmo, inclusive os que acham que já têm o que buscamos?
Perigo.

(...)

Que a vontade de ser maior não nos roube a humildade.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Releio-me e acho-me tão "profunda" e... boba. Mais isso que aquilo, fique claro.
Não me levo a sério sempre e acho mesmo que não devo. Taí uma condição fundamental para manter a sanidade, o equilíbrio: rir de si mesmo. Tenho tentado olhar-me com bom-humor, procurando evitar minha autocrítica sempre muito mordaz.
Hoje o bem-estar vem dessa graça que é poder ser espectador de si mesmo. Ando aprendendo bastante (mas ainda é pouco). E aprender pode ser uma delícia.
Coração bobo.