sexta-feira, 20 de abril de 2012

Buu!

Estive com a personificação da autopiedade e me assustei: é a coisa mais feia do mundo. Arrogância é feio, hipocrisia é feio, cinismo é feio e a lista vai que vai, mas autocomiseração é hor-rí-vel, deprimente.
Senti vergonha ao vê-la, por quem a sentia e por pensar o quanto já dei azo à tamanha decadência.

Basta olhar para Cristo para sentir o constrangimento.

Não quero isso em mim, não quero ser assim, oro desesperada.
Se eu esquecer e cair nessa armadilha maldita, por favor, me acorde!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

minha nova anti-teoria

Há cerca de um mês eu passei 4h explicando aos mais próximos amigos meus o meu ponto de vista sobre a vida, no que concerne à realização profissional, à vocação pessoal de cada um e como eu creio que ela deve ser vivida. A conversa continuou via emails e eu era até então a pessoa mais convicta de seus próprios argumentos que eu já tivera notícia. Só que ao contrário.

Vieram dias de autoimersão, escavando um insconciente que eu achava que considerava, mas que há muito estava sendo ignorado, absolutamente subtraído dos meus cálculos existenciais. Noves fora e... a conta não batia, claro.

Do velho e recorrente mergulho para dentro, ora assessorado, comecei a entender que todos esses anos em que eu tentei agir de outra forma sem conseguir e que tudo o que eu já havia feito sem compreender minhas motivações (mesmo tentando sempre elaborá-las da maneira mais lógica e plausível possivel) apenas me mostrava que nenhuma razão encontrada era a verdadeira força-motriz do meu agir e que, portanto, eu ainda me desconhecia. O insconsciente reinava soberano. Era ele, afinal, quem tinha ditado as regras desde sempre e todos esses meus sagazes argumentos só serviam para eu explicar para mim e para os outros o que eu não entendia.

Vai daí que cheguei ao forçosamente humilde e consequentemente difícil ponto em que minhas próprias explicações para o meu comportamento já não me convencem mais. São insuficientes, inconsistentes. Sinceramente, hoje a resposta que tenho aos que me perguntam por que eu não terminei a segunda faculdade mesmo sendo tão inteligente, tão capaz, tendo tanto potencial e blablá é um singelo e honestíssimo "não sei".

Essa semana estou pensando em mudar tudo de novo e contrariar mais uma vez as expectativas gerais sobre mim de uma grande carreira de sucesso. Ideando voltar a estudar apenas para outras oportunidades de concursos públicos e depois cursar uma facul menos "promissora" despretenciosamente, por diletantismo, só para ter um diploma, poder aprender coisas legais sem pressão e fazer concursos melhores... e depois fazer outra facul light... e outra... e assim levar a vida mais linda que eu já consegui imaginar pra mim, a mais simples que já sonhei, trabalhar em segurança, não para provar competência aos cruéis olhos do mundo-cão, mas para obter o sustento apenas, continuar sempre estudando (porque como aluna é como eu melhor me identifico na vida), casar-me com alguém especial (que agora é um sonho factível), ter filhos (perdendo o medo aos poucos), ter uma horta, um pomar, uma bike, ter tempo, essas coisas todas tão facilmente tachadas de bobas, ou poucas, ou pequenas, em se tratando de sonhos.

Vai que minha vocação é essa? Para uma vida simples, sem concorrência, sem competição, sem precisar provar nada pra ninguém? E ser a mais bem-sucedida das criaturas por ser simplesmente... feliz?
(Acabamos de testemunhar mais uma tentativa, novata das minhas lucubrações, de explicar essa nova opção que me ocorreu, e assim fica provado, claro como o sol, como realmente é difícil eu conseguir assumir ignorância sobre mim)

Bem, esse é o pensamento dessa semana. Vamos ver quanto tempo dura.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

responsável pelo que cativas

Então.
Ainda no beabá da vida. Tópico "Amizades".
Descobrindo só agora que não dá mesmo pra ser amiga de todo mundo. Que é quase o mesmo que ser amigo de ninguém. E por mais trabalhosa que essa tentativa me seja (porque o resultado dela é bastante questionável), ainda é mais cômoda do que a de ser verdadeiramente amiga, com tudo o que isso implica (e aqui entra o trabalho, com desmedido esforço), de uns poucos eleitos.
Eu fiquei tão atônita com essa realidade que passei uns dias sem saber quem seriam esses eleitos e inconformada com a necessidade de escolhê-los (pela dificuldade de renunciar, ato intrínseco à escolha). Até que o óbvio saltou aos meus olhos e os vi todos lá, esperando por mim, pacientemente, e por essa completa amizade que até hoje não lhes ofereci.

Confesso que ainda me desconcerta a impossibilidade recém-descoberta. Me envergonham as prováveis motivações egoístas desse afã doador. E percebo que ainda vai levar tempo para eu entender algumas importantes distinções para errar menos com eles - os amigos mais chegados que irmãos, os amigos, os irmãos, e todos os outros que se aproximam, que esperam de mim, que pedem de mim e os que querem a Cristo, não a mim -  e com Ele.

domingo, 15 de abril de 2012

"deixou o seu cântaro e foi" (Jo 4:28)

não quero mais adiar nem dizer não para as ideias boas, puras e por isso santas, dadas e inspiradas por Ele, que me ocorrem.
é um pedido de perdão, uma demonstração de carinho, uma atenção, uma mudança de atitude, uma ligação, um contato, um cumprimento, uma oração, um encontro, um novo propósito, uma precaução, um aviso, um esforço a mais, um passo a mais, etc.
não importa se por cansaço, falta de fé, insegurança, preguiça, vergonha, medo, seja lá que mau sentimento queira me deter, não quero mais negar a voz do Espírito.
hoje consegui negar a vergonha, me desviar do halo acusador da consciência, voltar atrás e orar com alguém. daí, paz. inteireza. pela certeza que deixei-O ser em mim.

"Por que te deténs?" 
Atos 22:16

tenho a sensação, por essa e outras razões, de que ainda não sou eu.
ou melhor, sou apenas eu, não sou (como) Ele.

sábado, 14 de abril de 2012

Deus do Impossível, tradução fiel do que eu nem queria expressar.

A busca não cessa. Até que meu coração descanse em Ti.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

um lar

Um casal feliz, divertido, atencioso, doce, hospitaleiros em níveis celestiais, absolutamente de Cristo de um jeito fervoroso, afetuoso, honestamente dependente dEle e confiante por isso, amantes e imperfeitos, mas sendo belos até nisso, uma casinha linda, uma atmosfera quase táctil por ser tão nitidamente distinta do exterior, com um cachorro lindo e estabanado de tão alegre!
Era uma felicidade incrivelmente real, sólida e simples, não por não requerer trabalho, esforço ou por não precisar ser conquistada, como pode parecer embora não seja verdade, mas por ser aquela felicidade que Deus quis proporcionar desde o princípio ao ser humano aqui na terra, mesmo antes de termos uma batalha a enfrentar contra o mundo: um lar, um ambiente saudável, feito da mais pura e santa paz e harmonia, mantido, preenchido e protegido por Ele, uma família, onde circunda o amor, onde os problemas são resolvidos com e pelo amor, comunhão.
Não li, não sonhei, eu vi.
Voltei pensativa, revendo sonhos, planos e o propósito da vida.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

cadê todo mundo?

foi pedido que enumerasse apenas 3 pessoas do meu convívio cuja influência tem me ensinado e ajudado e cuja morte me faria sofrer demais pela falta que me faria.
não consegui.

convívio. influência. falta.

me esforcei e listei duas, ainda em dúvida.

e agora estou aqui, espantada, pensando: onde, afinal, eu coloco esse tanto de gente que está sempre comigo?

terça-feira, 3 de abril de 2012

that's what love is

faz já algum tempo que eu tenho perguntado a Ele como o amor, na prática, resolve todos os problemas. como ele responde a todas as perguntas, como ele supre todas as necessidades e preenche todas as lacunas.
muitas coisas tenho aprendido do amor desde então. Quem o é tem me mostrado calma e gradativamente aquilo que passarei a eternidade a estudar e viver.

daí que hoje percebi, de forma renovada, mais uma de suas facetas.

senti minha felicidade e paz atrelada a de alguém que até poucos meses atrás me era apenas um mero conhecido. vi minhas próprias dores se apequenarem diante da vontade irresistível de fazer-lhe bem. percebi surgir em mim uma força e uma vontade que não são minhas, são amor, é Cristo em mim. e entendi um pouco mais como ele - o amor - pode ser mesmo um poder transformador.

o amor.
amar.
é só isso que quero aprender, porque sei que dessa virão todas as demais lições tão necessárias.

o primeiro, o último e o melhor em tudo


Eu ainda me distraio e procuro ao redor o que só Tu podes ser e me oferecer. Perdoa-me. Voltei, mais uma vez.