Hoje eu não sei nada. Nada de mim, nada sobre o que é melhor, nada sobre o que quero, nada do que é certo, eu simples e sinceramente NÃO SEI. Nunca soube tão pouco sobre tudo o que me diz respeito, desde o que penso sobre tudo às minhas preferências mais banais. Como se eu nunca tivesse me ouvido, ou visto, ou vivido até então. Na verdade, nunca soube de nada, mas em alguns momentos achei que sabia e isso me poupava do que sinto agora, agora que o DESCONHECER é minha única certeza, meu quase pavor, mas, por estranho que pareça, minha maior esperança.
De volta ao deserto, sob Sua guia.
Andando por aí, por mim e nEle, observando, absorvendo. Tudo é sempre novo - e estranho - aqui e no mundo. Notas de espanto, porque todo dia nasço.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
disritmia
O que preenche os compartimentos do meu cor inquietum fica a cada dia mais claro e nítido.
Átrios de amor e cuidado, ventrículos de uma inocência remanescente, sobrevivente. Muito do que tenho feito até aqui parece ter sido motivado por esses dois movimentos alternados, cíclicos, complementares, num entra-e-sai, causa-e-efeito, vai-e-volta, vice-versa... "tum tum, tum tum".
Mas esse entendimento não tem fim em si mesmo, graças Àquele que sara.
Parece que pela primeira vez consigo ver um pouco, ainda muito pouco, o que posso fazer com o que encontro em mim, revelado por Ele, pela luz do Seu caráter santo e perfeito. Revisito um sentimento que me fazia falta, a esperança de que esse autoconhecimento apontará, finalmente, para alguma melhora, algum crescimento. Cura não digo mais, por humildade e maturidade, não por duvidar.
Será?
Quero tanto ser outra.
Preciso crer. Com precisão cirúrgica Ele há de extirpar e corrigir tudo o que vai mal em mim. Fora do ritmo, mas tentando acertar o compasso, a vida segue.
Átrios de amor e cuidado, ventrículos de uma inocência remanescente, sobrevivente. Muito do que tenho feito até aqui parece ter sido motivado por esses dois movimentos alternados, cíclicos, complementares, num entra-e-sai, causa-e-efeito, vai-e-volta, vice-versa... "tum tum, tum tum".
Mas esse entendimento não tem fim em si mesmo, graças Àquele que sara.
Parece que pela primeira vez consigo ver um pouco, ainda muito pouco, o que posso fazer com o que encontro em mim, revelado por Ele, pela luz do Seu caráter santo e perfeito. Revisito um sentimento que me fazia falta, a esperança de que esse autoconhecimento apontará, finalmente, para alguma melhora, algum crescimento. Cura não digo mais, por humildade e maturidade, não por duvidar.
Será?
Quero tanto ser outra.
Preciso crer. Com precisão cirúrgica Ele há de extirpar e corrigir tudo o que vai mal em mim. Fora do ritmo, mas tentando acertar o compasso, a vida segue.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
peixe vivo
O planeta não precisa de mais "pessoas de sucesso". O planeta precisa desesperadamente de mais pacificadores, curadores, restauradores, contadores de histórias e amantes de todo tipo. Precisa de pessoas que vivam bem nos seus lugares. Precisa de pessoas com coragem moral dispostas a aderir à luta para tornar o mundo habitável e humano, e essas qualidades têm pouco a ver com o sucesso tal como a nossa cultura o tem definido
(Dalai Lama)
Iluminados e instruídos pela Pena Inspirada, novos sonhos tem se delineado em nós, um nova (porém, antiga) forma de viver, um caminho trilhado com passos concretos em direção ao Plano Original passa a ser, pouco a pouco, a possibilidade mais convidativa, porque mais plena de Verdade.
Já não dá pra ser igual. Não há mais tempo e nem mesmo a ignorância como álibi.
E pelo mundo há mais gente nesse propósito. Pedras que falam. E nós calados, sendo os mesmos, sendo iguais.
Para viver em coerência com O que conheço, o que sei e creio, preciso tê-Lo. A mudança que ainda não vivo é sintoma da minha maior, mais danosa e trágica carência.
Acorda, virgem néscia! Ainda há tempo de comprar mais óleo!
Acorda, virgem néscia! Ainda há tempo de comprar mais óleo!
quinta-feira, 3 de maio de 2012
bruta flor do querer
(o que eu não quero eu já sei. agora falta saber (escolher) o que quero. agora. porque o que quero é muito, ainda é preciso delimitá-lo às possibilidades e à conveniência do momento, ou simplesmente ao tamanho da minha vontade.
e de novo cá estou eu perdendo tempo no mesmo ponto: escolhas + renúncias)
e de novo cá estou eu perdendo tempo no mesmo ponto: escolhas + renúncias)
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