sábado, 23 de fevereiro de 2013

auto

não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não, não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é, não é. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não. é. minha. culpa.
não, não é. não precisa dessa raiva. não precisa se maltratar assim. errar ensina. nem tudo é inevitável. não precisa se punir, não precisa. não precisa se odiar. não precisa sofrer mais pra se redimir. chega de autoinjúrias. não é sua culpa. não é sua culpa. você não é responsável por tudo o que acontece. expurga essa raiva do peito, tira esse peso da alma. perdoe-se. perdoe a própria vida. por favor. nós sabemos aonde essa estrada conduz, já estivemos lá, onde não há saídas. vem, vamos, um outro caminho a espera.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

surpresa

uma menininha enorme e infinita.

tudo porque eu rompi o laço do medo e atravessei a fronteira.
preciso lembrar disso no futuro.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

talvez

é como se ele tivesse ido para muito longe e estivesse algures de onde não possamos manter contato, por tempo indeterminado.
às vezes é como se ele tivesse morrido e  eu vivesse uma viuvez inusitada.


talvez eu deva apenas tentar me acostumar.
talvez eu lembre dele diariamente pra sempre.
talvez ele nunca volte, nunca mude de ideia.
talvez nunca venhamos a estar prontos um para o outro. ou talvez nunca seja eu.
talvez por fora seja só isso mesmo - e por dentro seja tudo isso.
talvez eu não ame mais ninguém assim, tão sólida, decidida, serena e conscientemente, tão em paz, em Deus.
talvez eu nunca queira realmente esquecer. talvez eu nunca queira começar de novo. 
talvez eu possa conviver com isso. talvez eu possa encontrar força no silêncio e na resignação.
talvez eu possa deixar ir sem deixar de amar.
talvez amor verdadeiro seja isso.
e se for, talvez eu só esteja tendo a maior oportunidade da vida de aprender e viver o que mais quis e pedi a Ele.

talvez eu não precise lutar contra tudo o que eu sinto tanto.


talvez eu seja doente.


talvez eu deva apenas des-can-sar.







update: um semana depois, eu passei 5 dias seguidos quase sem lembrar, poderia dizer quase sem amar. uma semana depois eu tenho certeza que para tanto talvez a resposta é não.