Parece que a nova ilusão - ou não o seria? - é que a oportunidade de viver o amor de forma pura e santa, sob a luz da cruz de Cristo, no centro da Sua vontade, será a minha redenção (não salvífica). Parece ilusão porque era exatamente o que eu pensava há alguns poucos meses sobre a idéia de morar fora para estudar, longe da minha redoma familiar, o que demonstrou-se ser um engano pela inconteste intervenção de Deus ao impedir minha ida duas vezes seguidas.
Uma nova "ilusão"? Aspas porque com relação a ela há, sim, promessas, há uma vontade explícita de Deus, há, portanto, fundamento bíblico e não apenas as minhas lucubrações pessoais. Não se trata, nesse caso, de uma simples conclusão minha, fruto das minhas conjecturas, mas de uma idéia do próprio Deus.
Lendo mais o que o Senhor deixou a esse respeito soube melhor das promessas sobre o casamento e das bênçãos que Deus tem guardado para os casais que vivem sob Sua luz. Foi então que eu percebi que é essa a bênção que eu quero. Sim, eu quero e acho que não é novo esse desejo, só é consciente agora. Há muito eu peço, mesmo em silêncio, um amigo, um melhor amigo, alguém por mim, um protetor, um defensor, um companheiro de estrada, de viagem, de peregrinação nessa terra, um parceiro de aprendizado, com quem eu possa dividir todos os ensinos do nosso Deus e aprender com ele, em Cristo. Agora tudo isso atende pelo nome de marido (risos). Desde sempre eu sinto falta de um ajudador, um orientador, de um cabeça, um líder, um professor – e foi assim que busquei um
sol. Infelizmente, procurei e depositei em pessoas erradas essas atribuições e embora não saiba ao certo se essa necessidade é saudável e correta, eu ainda a sinto. Por que não supri-la sob a vontade de Deus, com um casamento santificado por Ele, na vivência de um amor puro e santo, como Ele o quis? Não é o amor um poder? Não é o casamento um antegozo do Céu? Não foi ele criado na perfeição de um mundo sem pecado por proporcionar o mais alto grau de experiência em amor, que é a definição do próprio Deus? Por que não essa bênção para mim? Amar realmente - e não falsamente, como acontece na maioria das vezes, nas redes do engano - com o assentimento do meu Deus. O exercício da abnegação, da entrega, da dedicação, do cuidado, da união, da comunhão máxima com um outro ser que também O ame acima de tudo e de mim mesma.
A negação de si mesmo em prol do próximo, em nome de Deus e por amor a Ele. Eis o resumo da estrada da santificação. Ou seja, o antegozo do Céu é a preparação para viver nele. É o que eu quero! Um novo caráter, o passaporte para o Céu, o amor de Jesus. Estou disposta a isso, Senhor.
Pelo exercício do amor, pelo poder do amor em mim, milagres podem acontecer. Talvez eu veja naquela que ama a pessoa que quero ser, como Tu.
Já sei que sentimentalismos são totalmente reprovados por Deus. Exageros românticos são contrafações de Satanás, pois não correspondem à realidade de uma vida a dois. Contra isso tenho me policiado e me instruído.
Por que não, Senhor? Onde ele estará? Quanto tempo mais esperaremos? Quanto tempo mais estaremos separados?