foram e tem sido tantos os desafios, as revelações, o aprendizado, os questionamentos e as mudanças que eu tendo a crer que estou sendo preparada para alguma coisa. nenhuma ideia do que possa ser, mas só pode ser coisa dEle.
hoje eu sinto que estou me tornando algo.
não vou perder nenhuma oportunidade.
Andando por aí, por mim e nEle, observando, absorvendo. Tudo é sempre novo - e estranho - aqui e no mundo. Notas de espanto, porque todo dia nasço.
sábado, 14 de dezembro de 2013
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
uma outra comunhão
mudança no mundo e a tímida sensação, ainda em análise, de que, como nunca antes, na profundidade e no significado...
meu coração se atentou tão sensivelmente às dores do mundo, às lutas de tantos;
meu olhar tem se aguçado e minhas entranhas se tornado tão intolerantes à injustiça;
me senti tão próxima às pessoas que sofrem, que são oprimidas, roubadas, violentadas, esquecidas, mortas - de tantas formas, lenta e subitamente a cada dia - a cada minuto;
quis tanto estar junto a quem não é aceito e é rejeitado, maltratado, excluído, ignorado e mal suportado por ser diferente, para lutar junto, para reerguer, animar, para defender, reavivar, caminhar.
quis tanto me levantar em nome do outro, que no paradoxo da alteridade amante, sou eu também.
me senti tão conectada.
fui e quis ser tantas, tão ampla e em expansão.
temi tanto a indiferença e cegueira de que sou capaz.
quis tanto ser a diferença, o contraponto.
nunca pensei tanto a respeito e nunca tive tantas dúvidas sobre como fazê-lo.
"nunca antes". não é uma afirmação, mas uma hipótese, uma suposição. porque ser não é um estado, mas um mover dinânimo e por isso nada sobre mim é categórico, definitivo. as mudanças, então, continuam, do mudar que nos leva a ser mais nós mesmos.
por nova via, uma que não passa pela estrada da aprovação nem pega desvio nos atalhos dos ganhos secundários, cheguei mais uma vez ao mesmo lugar, à mesma vontade, que se faz sonho, como tudo em mim.
não posso crer que não é Ele aqui.
e o que faço com isso? velhas perguntas renovadas.
a busca.
e cá nos planos pra vida, talvez tudo mude mais uma vez.
"caminante no hay camino,
se hace camino al andar"
meu coração se atentou tão sensivelmente às dores do mundo, às lutas de tantos;
meu olhar tem se aguçado e minhas entranhas se tornado tão intolerantes à injustiça;
me senti tão próxima às pessoas que sofrem, que são oprimidas, roubadas, violentadas, esquecidas, mortas - de tantas formas, lenta e subitamente a cada dia - a cada minuto;
quis tanto estar junto a quem não é aceito e é rejeitado, maltratado, excluído, ignorado e mal suportado por ser diferente, para lutar junto, para reerguer, animar, para defender, reavivar, caminhar.
quis tanto me levantar em nome do outro, que no paradoxo da alteridade amante, sou eu também.
me senti tão conectada.
fui e quis ser tantas, tão ampla e em expansão.
temi tanto a indiferença e cegueira de que sou capaz.
quis tanto ser a diferença, o contraponto.
nunca pensei tanto a respeito e nunca tive tantas dúvidas sobre como fazê-lo.
"nunca antes". não é uma afirmação, mas uma hipótese, uma suposição. porque ser não é um estado, mas um mover dinânimo e por isso nada sobre mim é categórico, definitivo. as mudanças, então, continuam, do mudar que nos leva a ser mais nós mesmos.
por nova via, uma que não passa pela estrada da aprovação nem pega desvio nos atalhos dos ganhos secundários, cheguei mais uma vez ao mesmo lugar, à mesma vontade, que se faz sonho, como tudo em mim.
não posso crer que não é Ele aqui.
e o que faço com isso? velhas perguntas renovadas.
a busca.
e cá nos planos pra vida, talvez tudo mude mais uma vez.
"caminante no hay camino,
se hace camino al andar"
sábado, 19 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
ciclando
sair de casa e interagir para ter o prazer de aquietar, enraizar, ficar.
fechar-me em casa e silenciar para ter o prazer da rua, do encontro com o outro, me dar.
da dubiedade particular: alimentar o entusiasmo de ser com o oposto de tudo.
um pêndulo vivo.
fechar-me em casa e silenciar para ter o prazer da rua, do encontro com o outro, me dar.
da dubiedade particular: alimentar o entusiasmo de ser com o oposto de tudo.
um pêndulo vivo.
domingo, 6 de outubro de 2013
desconstrução
desfazer-se da esperanças, de sonhos e ideais é despedir-se de si mesmo, como morrer um pouco a cada aceno de adeus. a cada estação da vida, deixar para trás o que te fazia ser. des-ser. ruir.
construir outros no lugar dos que se foram talvez seja renascer.
tempo de sepultamentos.
construir outros no lugar dos que se foram talvez seja renascer.
tempo de sepultamentos.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
“To love at all is to be vulnerable. Love anything and your heart will be wrung and possibly broken. If you want to make sure of keeping it intact you must give it to no one, not even an animal. Wrap it carefully round with hobbies and little luxuries; avoid all entanglements. Lock it up safe in the casket or coffin of your selfishness. But in that casket, safe, dark, motionless, airless, it will change. It will not be broken; it will become unbreakable, impenetrable, irredeemable. To love is to be vulnerable.”
— C.S. Lewis
errando com exatidão.
o pouco que eu sabia, desaprendi.
mas do que Ele me ensinou eu não desisto.
sábado, 21 de setembro de 2013
todo es muy simple
Todo es muy simple mucho
más simple y sin embargo
aun así hay momentos
en que es demasiado para mí
en que no entiendo
y no sé si reírme a carcajadas
o si llorar de miedo
o estarme aquí sin llanto
sin risas
en silencio
asumiendo mi vida
mi tránsito
mi tiempo.
Idea Vilariño (poetisa uruguaia)
más simple y sin embargo
aun así hay momentos
en que es demasiado para mí
en que no entiendo
y no sé si reírme a carcajadas
o si llorar de miedo
o estarme aquí sin llanto
sin risas
en silencio
asumiendo mi vida
mi tránsito
mi tiempo.
Idea Vilariño (poetisa uruguaia)
sábado, 10 de agosto de 2013
aqui dentro
"Eu não preciso chorar para mostrar que estou triste. Nem gritar para dizer que sinto dor. Muito menos sorrir para Deus e o mundo para provar que sou feliz. Não preciso aparentar para ser, demonstrar para estar. Meu mundo acontece aqui dentro. E ele não é menor ou maior que o seu: é simplesmente o meu. Ele é meu com todas as letras, ele é meu em cada palavra, com todos os silêncios, com todos os incêndios. Eu ouvi meu choro, eu escutei meu grito, eu senti minha dor e eu gargalhei em paz sem precisar invadir o seu mundo com coisas tão minhas, com coisas tão lindas, com coisas tão findas que se repetem infinitamente: aqui dentro."
[aqui dentro; antônio]
Eu me chamo Antônio adaptado.
Porque eu passo noites pensando em como explicar o que sinto para pedir ajuda e a única conclusão a que chego é que eu não sei explicar, não vão entender, não há quem possa ajudar. E assim, para tudo o que há aqui dentro, resta sempre apenas um, Ele.
[aqui dentro; antônio]
Eu me chamo Antônio adaptado.
Porque eu passo noites pensando em como explicar o que sinto para pedir ajuda e a única conclusão a que chego é que eu não sei explicar, não vão entender, não há quem possa ajudar. E assim, para tudo o que há aqui dentro, resta sempre apenas um, Ele.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
para voltar
Tem dias que parece real: Ele me ama.
E mesmo quando não parece, é.
Me traz de volta, Pai. Cuida de mim.
"Descubro quem eu sou, Tua palavra me diz
Entendo quem eu fui, quem não mais quero seguir... não...
Eu sou um pescador, Tua palavra me diz
Te sigo aonde for, faço tudo em Seu nome
(...)
Tu és o bom Pastor, Tua palavra me diz
Feliz em meio à dor, Sua bondade me persegue
Eu fui encontrado, sendo que eu sempre fui o esquecido em tudo que vivi
E me chama amigo, eu não sou mais estranho, eu sou um filho
Eu não sou mais estranho, eu sou um filho
Eu fui encontrado, eu sou um filho, eu sou um filho, eu sou Teu"
(Mais, André e Tiago Arrais)
segunda-feira, 8 de julho de 2013
terça-feira, 2 de julho de 2013
um nome
não é romance, não é namoro, não é casamento.
não é caso, não é um rolo, não é passatempo.
não é confuso nem abstrato.
não é estranho e não é difícil.
é família.
o pacote completo do amor: companheirismo, parceria, cumplicidade, compreensão, aceitação e liberdade.
é resposta, é solução.
é encontro, é abrigo, é descanso e motivação.
e é para sempre, como deve ser.
update:
das coisas que a vida ensina:
1. não há nada pra sempre, a não ser Ele e Seu amor.
2. amo ilusões.
3. minha busca nesse mundo vai continuar enquanto eu viver, ela não se encerra aqui.
não é caso, não é um rolo, não é passatempo.
não é confuso nem abstrato.
não é estranho e não é difícil.
é família.
o pacote completo do amor: companheirismo, parceria, cumplicidade, compreensão, aceitação e liberdade.
é resposta, é solução.
é encontro, é abrigo, é descanso e motivação.
e é para sempre, como deve ser.
update:
das coisas que a vida ensina:
1. não há nada pra sempre, a não ser Ele e Seu amor.
2. amo ilusões.
3. minha busca nesse mundo vai continuar enquanto eu viver, ela não se encerra aqui.
sábado, 29 de junho de 2013
mutatis mutandis, cor inquietum
uma mania é querer sempre entender. e para isso, em mim, é preciso expressar. alguma coisas só saem de nós por escrito e foi assim que, para evitar a monotonia do tema aqui, desaguei meu rio de mágoas e confusões por aí, tentando explicar para mim mesma o que, como e por que acontece e aconteceu por dentro. e foi bom.
de tudo um muito. de autocomiseração a grandes saltos de força e fé. agonia e humor. vergonha e graça. eu. retratada por um único ângulo, o do amor, pseudoamor, desamor.
parece que se cumpriu e um ciclo menor se fechou, embora o maior e outros paralelos ainda girem viciados e incansáveis por aqui.
de tudo um muito. de autocomiseração a grandes saltos de força e fé. agonia e humor. vergonha e graça. eu. retratada por um único ângulo, o do amor, pseudoamor, desamor.
parece que se cumpriu e um ciclo menor se fechou, embora o maior e outros paralelos ainda girem viciados e incansáveis por aqui.
terça-feira, 18 de junho de 2013
sobrevivência, um manual. ou só um lembrete
relacionar-me sem esperar nada em troca (proteção e amor verdadeiro).
lembrar que vai doer demais sempre que eu esperar, porque a doente sou eu.
aceitar minha extrema e desesperada necessidade de afeto, amor, atenção e valor, mas não me odiar nem viver em função disso.
abolir o mito do amor romântico.
compreender que o preenchimento dos meus vazios não virá disso.
continuar buscando outras fontes e meios, ciente de que há somente Uma verdadeiramente eficaz, embora outras fugazes e até necessárias.
me proporcionar pequenas alegrias com mais frequência.
buscá-Lo, ainda que tateando, para que O possa achar.
lembrar que um pouco - ou muito - de infelicidade particular, de insatisfação existencial e melancolia fazem parte dessa vida.
deixar que cada choro meu, por mais infantil que seja, me leve sempre de volta pra Ele.
parar de tentar sozinha, embora me sinta essencialmente só.
saber que ninguém vai ficar do meu lado para sempre e que Ele vai.
me humilhar exatamente quando isso for mais difícil.
lembrar dEle o tempo todo.
e que, por mais que eu queira, eu não vou morrer por causa de nada disso.
não desistir.
merda.
lembrar que vai doer demais sempre que eu esperar, porque a doente sou eu.
aceitar minha extrema e desesperada necessidade de afeto, amor, atenção e valor, mas não me odiar nem viver em função disso.
abolir o mito do amor romântico.
compreender que o preenchimento dos meus vazios não virá disso.
continuar buscando outras fontes e meios, ciente de que há somente Uma verdadeiramente eficaz, embora outras fugazes e até necessárias.
me proporcionar pequenas alegrias com mais frequência.
buscá-Lo, ainda que tateando, para que O possa achar.
lembrar que um pouco - ou muito - de infelicidade particular, de insatisfação existencial e melancolia fazem parte dessa vida.
deixar que cada choro meu, por mais infantil que seja, me leve sempre de volta pra Ele.
parar de tentar sozinha, embora me sinta essencialmente só.
saber que ninguém vai ficar do meu lado para sempre e que Ele vai.
me humilhar exatamente quando isso for mais difícil.
lembrar dEle o tempo todo.
e que, por mais que eu queira, eu não vou morrer por causa de nada disso.
não desistir.
merda.
sábado, 8 de junho de 2013
mudando as certezas de lugar
junho de 2013.
a despedida tomou outras dimensões. a desistência de um ideal de amor em que sempre acreditei, não por achá-lo de todo ilusório, embora em muito o seja, mas principalmente por não mais tê-lo como uma possibilidade universal e por minha evidente incapacidade emocional de vivê-lo de forma equilibrada.
such high expectations, so many disapointments. o tempo todo, esse o meu erro. o mito do amor romântico, da cara-metade, de uma parceria vitalícia.
afora a mentiras que me contaram, a pior foi a que eu mesma inventei e quis acreditar. procurei e achei mais dor. parei. não há ninguém em lugar algum.
relutei em encarar essa realidade, mas tudo conspirou para esse desfecho.
amar não é precisar.
a despedida tomou outras dimensões. a desistência de um ideal de amor em que sempre acreditei, não por achá-lo de todo ilusório, embora em muito o seja, mas principalmente por não mais tê-lo como uma possibilidade universal e por minha evidente incapacidade emocional de vivê-lo de forma equilibrada.
such high expectations, so many disapointments. o tempo todo, esse o meu erro. o mito do amor romântico, da cara-metade, de uma parceria vitalícia.
afora a mentiras que me contaram, a pior foi a que eu mesma inventei e quis acreditar. procurei e achei mais dor. parei. não há ninguém em lugar algum.
relutei em encarar essa realidade, mas tudo conspirou para esse desfecho.
amar não é precisar.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
rádio cabeça
"Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer"
(Renato Russo)
Sim, Meninos e Meninas.
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer"
(Renato Russo)
Sim, Meninos e Meninas.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
escolha
de um lado, o amor clandestino. quase perfeito. e dolorido, tão dolorido. que não se encaixa, não se adequa a nada, não cabe, que não se concilia com o resto da vida e da verdade crida. fadado ao disfarce, ao cárcere privado, às restrições de toda ordem. e lindo, tão lindo. intenso, sincero, sedento.
mas não só. roubaram-lhe a pureza. ele foi tudo por um tempo, perfeito, mas já não é, só aqui dentro. se antes seu único obstáculo fora o mundo, hoje também lhe é a crueza da humanidade. se antes sua perfeição fora oferecer tudo, preenchendo todos os vazios, hoje traz em si incerteza, medo, insegurança. traz solidão, da qual pensava estar fugindo. hoje doi mais, doi além.
de outro, o amor invisível. perfeito em si, imperfeito em mim. e dolorido, tanto ou mais que o alternativo. é presente, embora nem sempre sentido, é passado próximo vivido, remoto herdado e garantido e é principalmente promessa, futuro certo. oferece tudo e pede tudo. morre por mim e me pede a morte para mim mesma. que temo, que doi tanto.
é, afinal, o amor dos meus melhores sonhos, apaixonado, desmedido, capaz de tudo. o amor que quero, anelo, busco, espero, temo e que, vejo tão bem hoje, não sei viver. um salto no abismo. cair, para, então, voar.
mas não só. roubaram-lhe a pureza. ele foi tudo por um tempo, perfeito, mas já não é, só aqui dentro. se antes seu único obstáculo fora o mundo, hoje também lhe é a crueza da humanidade. se antes sua perfeição fora oferecer tudo, preenchendo todos os vazios, hoje traz em si incerteza, medo, insegurança. traz solidão, da qual pensava estar fugindo. hoje doi mais, doi além.
de outro, o amor invisível. perfeito em si, imperfeito em mim. e dolorido, tanto ou mais que o alternativo. é presente, embora nem sempre sentido, é passado próximo vivido, remoto herdado e garantido e é principalmente promessa, futuro certo. oferece tudo e pede tudo. morre por mim e me pede a morte para mim mesma. que temo, que doi tanto.
é, afinal, o amor dos meus melhores sonhos, apaixonado, desmedido, capaz de tudo. o amor que quero, anelo, busco, espero, temo e que, vejo tão bem hoje, não sei viver. um salto no abismo. cair, para, então, voar.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
solidão, para me tornar sólida
agora é isso, nunca a senti tão nítida, tão clara, não bem definida de forma e conteúdo, tão funda. antes era um vazio sem nome, sem significado, sem razão de ser, hoje é isso o tempo todo em que não estou empenhada em me fazer esquecer em momentos de distração, fuga ou genuína alegria. é sobretudo daí que vem a confusão desses dias, meu barco sem vela, sem rumo, à deriva no mar de ser. pensava ser uma necessidade aprender a conviver e lidar com essa realidade (nem sempre só sentida) para sobreviver, mas não faço ideia do que fazer com ela. e já não sei também contê-la, negá-la ou ao menos escondê-la.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
falso silêncio
falsa ausência.
diariamente aqui, porque a catarse é terapêutica e eu simplesmente não me aguento se não me expressar de alguma forma. medo de implodir.
e sobram anotações espalhadas em qualquer papel que haja à mão. a mais antiga conhecida data dos 11 anos, no caderno de receitas da mãe. a cartas vieram antes, assim que aprendi a escrever. e guardanapo, post-it, papel de pão, caderno de estudo, boleto bancário, margem de livro, agendas, cadernos anuais de anotações e impressões, etc, se multiplicam desde então.
há 2 décadas usando a palavra para desafogar, para aliviar, para continuar, para (sobre)viver.
diariamente aqui, porque a catarse é terapêutica e eu simplesmente não me aguento se não me expressar de alguma forma. medo de implodir.
e sobram anotações espalhadas em qualquer papel que haja à mão. a mais antiga conhecida data dos 11 anos, no caderno de receitas da mãe. a cartas vieram antes, assim que aprendi a escrever. e guardanapo, post-it, papel de pão, caderno de estudo, boleto bancário, margem de livro, agendas, cadernos anuais de anotações e impressões, etc, se multiplicam desde então.
há 2 décadas usando a palavra para desafogar, para aliviar, para continuar, para (sobre)viver.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
prazer em conhecer
quero - preciso - lembrar todos os dias o que tenho buscado - a Quem tenho buscado, sobretudo naqueles em que tudo parecer distante e inalcançável, e ser capaz de alimentar a fé de que o sonho é tangível, ele está lá, só falta eu levantar e andar até ele. Até Ele.
a prece: que sejam sempre e unicamente os Seus sonhos. a cada vez que O conheço melhor, fortalece-se em mim o desejo de sonhar os sonhos dEle, com Ele, e dEle obter coragem para vivê-los. quero aprender a abrir mão de mim por Este que é, afinal, o maior e melhor sonho possível, consciente do quanto isso pode me custar caro.
dentre tantos desencaixes e desencontros, esse encontro parece ter começado (sem ter fim), o encontro com quem eu sou. a admissão da falência das minhas velhas estruturas pessoais acabou se tornando o leito de rocha firme sobre qual estou me construindo nEle.
o velho desencaixe pode ser, afinal, uma coisa boa.
em meio a tanta desordem interna e externa, o milagre da identidade acontece.
a cada conquista da coerência, a dádiva da plenitude. ser sem doer pode, então, acontecer.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
alta noite
eu pensei que não havia como ir mais fundo na escuridão como fui um dia, ao desejar e procurar o fim de todas as coisas. era o lugar mais longe dEle que eu conheci.
descobri, por Sua luz, o caminho de volta e aprendi a me desviar dessa trilha.
mas não existe só um caminho na escuridão. continuo longe daquele que trilhei antes, mas percebi agora que esse que palmilho hoje leva ao mesmo destino final, embora de forma mais sutil e, tragicamente, definitiva: morte, a espiritual. e continuar vivendo, eis o engodo. me vi mais longe.
em vários trechos, no entanto, uma visita, um sussurro, um flash de luz.
tem gente orando por mim.
descobri, por Sua luz, o caminho de volta e aprendi a me desviar dessa trilha.
mas não existe só um caminho na escuridão. continuo longe daquele que trilhei antes, mas percebi agora que esse que palmilho hoje leva ao mesmo destino final, embora de forma mais sutil e, tragicamente, definitiva: morte, a espiritual. e continuar vivendo, eis o engodo. me vi mais longe.
em vários trechos, no entanto, uma visita, um sussurro, um flash de luz.
tem gente orando por mim.
terça-feira, 2 de abril de 2013
sábado, 23 de março de 2013
e se...
no escuro do quarto, um lampejo: e se eu acreditar? como nunca antes, com toda a minha força, meu entendimento, toda a minha alma e assim passar a agir, com a convicção cega e absurda que parece ser o combustível dos heróis que eu queria ser? e se eu abandonar toda a desconfiança que nutri desde que me entendo por gente e começar simplesmente a acreditar? e se eu, finalmente, ousar? contra todas as evidências e adversidades, contra as circunstâncias, mas a favor das promessas que Ele deixou. e se essa for a loucura que eu ainda não tive coragem de assumir? ver o avesso da realidade, enxergar o que ainda não é. simplesmente ter fé. e se for isso? meu Deus, que medo me dá apenas pensar nisso.
quinta-feira, 7 de março de 2013
volta
primeiro quis fugir do sofrimento. fugi.
depois quis evitar o sentimentalismo. pensava conseguir com isso oferecer um culto racional, então, decidi tentar sem Ele. tentei.
fugi apenas da Sua presença.
e o culto era somente ao pŕoprio ego, mais nada. o tempo todo.
de volta ao começo.
depois quis evitar o sentimentalismo. pensava conseguir com isso oferecer um culto racional, então, decidi tentar sem Ele. tentei.
fugi apenas da Sua presença.
e o culto era somente ao pŕoprio ego, mais nada. o tempo todo.
de volta ao começo.
why is it so difficult to understand?
quarta-feira, 6 de março de 2013
bilhete
já é março de 2013.
domingo, 3 de março de 2013
para fora é para cima
umo novo fôlego, um novo ânimo.
de onde? do serviço ao próximo.
como eu sempre soube (mas sempre me esqueço): é só sair de mim que tudo se faz novo.
acho que nasci pra isso. não por aptidão, capacidade, utilidade, apenas porque é assim que a vida faz o mínimo sentido em meio a tanta interrogação e perplexidade, é assim que tiro os olhos de mim e consigo prosseguir. enfim, porque é assim que sobrevivo.
que eu me lembre que o movimento de vida, pra mim, é sempre pra fora!
de onde? do serviço ao próximo.
como eu sempre soube (mas sempre me esqueço): é só sair de mim que tudo se faz novo.
acho que nasci pra isso. não por aptidão, capacidade, utilidade, apenas porque é assim que a vida faz o mínimo sentido em meio a tanta interrogação e perplexidade, é assim que tiro os olhos de mim e consigo prosseguir. enfim, porque é assim que sobrevivo.
que eu me lembre que o movimento de vida, pra mim, é sempre pra fora!
sábado, 23 de fevereiro de 2013
auto
não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não, não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é, não é. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não é minha culpa. não. é. minha. culpa.
não, não é. não precisa dessa raiva. não precisa se maltratar assim. errar ensina. nem tudo é inevitável. não precisa se punir, não precisa. não precisa se odiar. não precisa sofrer mais pra se redimir. chega de autoinjúrias. não é sua culpa. não é sua culpa. você não é responsável por tudo o que acontece. expurga essa raiva do peito, tira esse peso da alma. perdoe-se. perdoe a própria vida. por favor. nós sabemos aonde essa estrada conduz, já estivemos lá, onde não há saídas. vem, vamos, um outro caminho a espera.
não, não é. não precisa dessa raiva. não precisa se maltratar assim. errar ensina. nem tudo é inevitável. não precisa se punir, não precisa. não precisa se odiar. não precisa sofrer mais pra se redimir. chega de autoinjúrias. não é sua culpa. não é sua culpa. você não é responsável por tudo o que acontece. expurga essa raiva do peito, tira esse peso da alma. perdoe-se. perdoe a própria vida. por favor. nós sabemos aonde essa estrada conduz, já estivemos lá, onde não há saídas. vem, vamos, um outro caminho a espera.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
surpresa
uma menininha enorme e infinita.
tudo porque eu rompi o laço do medo e atravessei a fronteira.
preciso lembrar disso no futuro.
tudo porque eu rompi o laço do medo e atravessei a fronteira.
preciso lembrar disso no futuro.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
talvez
é como se ele tivesse ido para muito longe e estivesse algures de onde não possamos manter contato, por tempo indeterminado.
às vezes é como se ele tivesse morrido e eu vivesse uma viuvez inusitada.
talvez eu deva apenas tentar me acostumar.
talvez eu lembre dele diariamente pra sempre.
talvez ele nunca volte, nunca mude de ideia.
talvez nunca venhamos a estar prontos um para o outro. ou talvez nunca seja eu.
talvez por fora seja só isso mesmo - e por dentro seja tudo isso.
talvez eu não ame mais ninguém assim, tão sólida, decidida, serena e conscientemente, tão em paz, em Deus.
talvez eu nunca queira realmente esquecer. talvez eu nunca queira começar de novo.
talvez eu possa conviver com isso. talvez eu possa encontrar força no silêncio e na resignação.
talvez eu possa deixar ir sem deixar de amar.
talvez amor verdadeiro seja isso.
e se for, talvez eu só esteja tendo a maior oportunidade da vida de aprender e viver o que mais quis e pedi a Ele.
talvez eu não precise lutar contra tudo o que eu sinto tanto.
talvez eu seja doente.
talvez eu deva apenas des-can-sar.
update: um semana depois, eu passei 5 dias seguidos quase sem lembrar, poderia dizer quase sem amar. uma semana depois eu tenho certeza que para tanto talvez a resposta é não.
às vezes é como se ele tivesse morrido e eu vivesse uma viuvez inusitada.
talvez eu deva apenas tentar me acostumar.
talvez eu lembre dele diariamente pra sempre.
talvez ele nunca volte, nunca mude de ideia.
talvez nunca venhamos a estar prontos um para o outro. ou talvez nunca seja eu.
talvez por fora seja só isso mesmo - e por dentro seja tudo isso.
talvez eu não ame mais ninguém assim, tão sólida, decidida, serena e conscientemente, tão em paz, em Deus.
talvez eu nunca queira realmente esquecer. talvez eu nunca queira começar de novo.
talvez eu possa conviver com isso. talvez eu possa encontrar força no silêncio e na resignação.
talvez eu possa deixar ir sem deixar de amar.
talvez amor verdadeiro seja isso.
e se for, talvez eu só esteja tendo a maior oportunidade da vida de aprender e viver o que mais quis e pedi a Ele.
talvez eu não precise lutar contra tudo o que eu sinto tanto.
talvez eu seja doente.
talvez eu deva apenas des-can-sar.
update: um semana depois, eu passei 5 dias seguidos quase sem lembrar, poderia dizer quase sem amar. uma semana depois eu tenho certeza que para tanto talvez a resposta é não.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
caçula
Eu já tinha suspeitado na segunda vez e se repetiu. Coincidência ou não, é a terceira vez que meu bicho de estimação tão amado adoece comigo. Eles física, eu emocionalmente.
Contágio.
Eles estão mais próximos de nós do que podemos imaginar.
Me ronda quando choro, deita na minha janela quando estou triste. Se fecho o quarto, vela por mim ao pé da porta. Me olha, me olha, me olha. Não está feliz, mas está ao lado.
E quando ela adoece, usando todos os recursos médicos disponíveis, eu só sei também fazer isso: ficar perto.
Não sabemos mais o que fazer para a Laica ficar bem.
Tá machucando.
Contágio.
Eles estão mais próximos de nós do que podemos imaginar.
Me ronda quando choro, deita na minha janela quando estou triste. Se fecho o quarto, vela por mim ao pé da porta. Me olha, me olha, me olha. Não está feliz, mas está ao lado.
E quando ela adoece, usando todos os recursos médicos disponíveis, eu só sei também fazer isso: ficar perto.
Não sabemos mais o que fazer para a Laica ficar bem.
Tá machucando.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
asas de papel
Tem esse livro agora. Carrego pra todo canto comigo, mas não consigo ler mais de 2 ou 3 páginas por vez. Porque as ideias contidas ali vem tão direta e vivamente ao encontro do que vivi, pensei, senti e entendi ao longo de todo 2012 que minha mente congestiona depois de alguns parágrafos e eu não consigo mais trazê-la de volta à leitura. É quase uma epifania. Uma comoção incontrolável.
E a maior de todas as sensações, a mais forte e nítida, é a de que Ele estava me conduzindo durante toda a jornada quando eu mesma não percebia, que aquela pergunta fulcral estava realmente sendo respondida e que o porto final é conhecido e certo, cada vez mais certo.
Quando penso que já tenho o suficientemente impressionante, grandioso e milagroso de Suas mãos para agradecer, Ele me mostra que tudo o que vejo ainda é parcial e que Suas bênçãos, Sua salvação, Sua Graça e amor são muito, muito maiores do que minha mente pode vislumbrar.
Então, o pensamento mais recorrente desses tempos volta e mais forte: O que fazer para Te agradecer???? Como agradecer à altura se não oferecendo tudo?? O sonho de missão volta ao coração agora por outras vias, talvez as corretas, puras, santas e verdadeiras.
Meras asas de papel que podem me levar voos mais altos e longínquos do que eu poderia imaginar!
E a maior de todas as sensações, a mais forte e nítida, é a de que Ele estava me conduzindo durante toda a jornada quando eu mesma não percebia, que aquela pergunta fulcral estava realmente sendo respondida e que o porto final é conhecido e certo, cada vez mais certo.
Quando penso que já tenho o suficientemente impressionante, grandioso e milagroso de Suas mãos para agradecer, Ele me mostra que tudo o que vejo ainda é parcial e que Suas bênçãos, Sua salvação, Sua Graça e amor são muito, muito maiores do que minha mente pode vislumbrar.
Então, o pensamento mais recorrente desses tempos volta e mais forte: O que fazer para Te agradecer???? Como agradecer à altura se não oferecendo tudo?? O sonho de missão volta ao coração agora por outras vias, talvez as corretas, puras, santas e verdadeiras.
Meras asas de papel que podem me levar voos mais altos e longínquos do que eu poderia imaginar!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
trilha sonora
Nem sou uma pessoa tão musical. Não toco instrumento(arranho aquele violão meia boca e tenho planos pra 2013), não sei cantar em vozes, não ouço música o tempo todo, gosto bastante do silêncio, mas aquelas que ouço, eu ouço mesmo, com bem mais do que a mera audição. Deve ser por isso que às vezes me vem músicas à mente das quais eu nem lembrava, músicas que não ouvia há muito tempo, por vezes anos, algumas que eu até nem me dava conta que conhecia. E quando presto atenção na música que tocou dentro de mim, inevitavelmente entendo melhor o que se passa na minha alma naquele momento, mesmo aquilo que eu não queria ou não conseguia ver.
Ontem, voltando pra casa, eu ouvi aqui dentro esses versos:
Ouvi a música inteira hoje e, então, não pude negar que, por mais que me esforce duramente, não dá pra viver como se nada tivesse acontecido. Aconteceu. E ainda acontece.
Pergunto: por acaso Deus ensina a desamar?
É o que não faz sentido.
Ontem, voltando pra casa, eu ouvi aqui dentro esses versos:
Eu não me perdi
E mesmo assim você me abandonou
Você quis partir
E agora estou sozinho
Mas vou me acostumar
Com o silêncio em casa
Com um prato só na mesa...
(Mil Pedaços, Renato Russo)
Ouvi a música inteira hoje e, então, não pude negar que, por mais que me esforce duramente, não dá pra viver como se nada tivesse acontecido. Aconteceu. E ainda acontece.
Pergunto: por acaso Deus ensina a desamar?
É o que não faz sentido.
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