quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

caçula

Eu já tinha suspeitado na segunda vez e se repetiu. Coincidência ou não, é a terceira vez que meu bicho de estimação tão amado adoece comigo. Eles física, eu emocionalmente.
Contágio.
Eles estão mais próximos de nós do que podemos imaginar.

Me ronda quando choro, deita na minha janela quando estou triste. Se fecho o quarto, vela por mim ao pé da porta. Me olha, me olha, me olha. Não está feliz, mas está ao lado.

E quando ela adoece, usando todos os recursos médicos disponíveis, eu só sei também fazer isso: ficar perto.

Não sabemos mais o que fazer para a Laica ficar bem.
Tá machucando.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

asas de papel

Tem esse livro agora. Carrego pra todo canto comigo, mas não consigo ler mais de 2 ou 3 páginas por vez. Porque as ideias contidas ali vem tão direta e vivamente ao encontro do que vivi, pensei, senti e entendi ao longo de todo 2012 que minha mente congestiona depois de alguns parágrafos e eu não consigo mais trazê-la de volta à leitura. É quase uma epifania. Uma comoção incontrolável.
E a maior de todas as sensações, a mais forte e nítida, é a de que Ele estava me conduzindo durante toda a jornada quando eu mesma não percebia, que aquela pergunta fulcral estava realmente sendo respondida e que o porto final é conhecido e certo, cada vez mais certo. 

Quando penso que já tenho o suficientemente impressionante, grandioso e milagroso de Suas mãos para agradecer, Ele me mostra que tudo o que vejo ainda é parcial e que Suas bênçãos, Sua salvação, Sua Graça e amor são muito, muito maiores do que minha mente pode vislumbrar.

Então, o pensamento mais recorrente desses tempos volta e mais forte: O que fazer para Te agradecer???? Como agradecer à altura se não oferecendo tudo?? O sonho de missão volta ao coração agora por outras vias, talvez as corretas, puras, santas e verdadeiras.

Meras asas de papel que podem me levar voos mais altos e longínquos do que eu poderia imaginar!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

trilha sonora

Nem sou uma pessoa tão musical. Não toco instrumento(arranho aquele violão meia boca e tenho planos pra 2013), não sei cantar em vozes, não ouço música o tempo todo, gosto bastante do silêncio, mas aquelas que ouço, eu ouço mesmo, com bem mais do que a mera audição. Deve ser por isso que às vezes me vem músicas à mente das quais eu nem lembrava, músicas que não ouvia há muito tempo, por vezes anos, algumas que eu até nem me dava conta que conhecia. E quando presto atenção na música que tocou dentro de mim, inevitavelmente entendo melhor o que se passa na minha alma naquele momento, mesmo aquilo que eu não queria ou não conseguia ver.

Ontem, voltando pra casa, eu ouvi aqui dentro esses versos:
Eu não me perdi
E mesmo assim você me abandonou
Você quis partir
E agora estou sozinho
Mas vou me acostumar
Com o silêncio em casa
Com um prato só na mesa...
(Mil Pedaços, Renato Russo)

Ouvi a música inteira hoje e, então, não pude negar que, por mais que me esforce duramente, não dá pra viver como se nada tivesse acontecido. Aconteceu. E ainda acontece.

Pergunto: por acaso Deus ensina a desamar?
É o que não faz sentido.