Tem uma tristezinha ali no canto. Não deixa ela chegar perto demais, tá? Segura ela ali pra mim enquanto eu tento sair daqui. Daí eu vou sair correndo com tanta força, tanta, mas tanta, que eu quero ver ela me alcançar. Vai ser pra nunca mais, você vai ver.
E você vem correndo comigo, não vem?
Andando por aí, por mim e nEle, observando, absorvendo. Tudo é sempre novo - e estranho - aqui e no mundo. Notas de espanto, porque todo dia nasço.
quarta-feira, 24 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
meu coração menino

Há um menino, há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão(Bola de meia, bola de gude - Milton Nascimento)
E pensando nessa criança que eu sou, divago (porque esse é o meu esporte): quem sabe haja uma explicação para a anacrônica meninice do meu rosto, uma causa intencional pra ela? Talvez seja Deus que esteja sendo ainda mais amoroso comigo, me dando essa aparência até então para acompanhar o ritmo lento do meu aprendizado sempre tardio das lições da vida. :-)
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero
Viver como toda essa gente insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão(Bola de meia, bola de gude - Milton Nascimento)
E pensando nessa criança que eu sou, divago (porque esse é o meu esporte): quem sabe haja uma explicação para a anacrônica meninice do meu rosto, uma causa intencional pra ela? Talvez seja Deus que esteja sendo ainda mais amoroso comigo, me dando essa aparência até então para acompanhar o ritmo lento do meu aprendizado sempre tardio das lições da vida. :-)
domingo, 14 de março de 2010
Sequestro-relâmpago: paixões
Susto. Dois dias em perigo. Baixei a guarda por alguns dias, me iludi com o risco calculado e acabei por abrir as portas ao invasor, que entrou triunfante. Em seguida, caio em mim: cativeiro.
Roubou-me horas, pensamentos, confundiu certezas, embaralhou os sonhos, mexeu em tudo e deixou na desordem mais uma semente de medo pela incerteza quanto à liberdade recém-readquirida depois do assalto. Compreensível. Leva algum tempo até recobrar a confiança e sentir-se segura novamente.
Pude sair andando, mas fui olhando tão insistentemente para trás que caí várias vezes. Saí ainda com cordas atando as mãos. Dessa vez não deixarão marcas, mas me farão sempre lembrar onde sou mais vulnerável.
Quanto se pede pelo resgate de si mesmo?
1º update(1 semana depois): não, não terminou. onde pensei que era livre, ainda estava entre seus muros.
2º update(2ª semana): síndrome de estocolmo.
3º update(3ª semana): princípio de desencanto. desprendendo-me.
4º update(4ª semana): livre, enfim. posso vê-lo sem temer. fim.
Roubou-me horas, pensamentos, confundiu certezas, embaralhou os sonhos, mexeu em tudo e deixou na desordem mais uma semente de medo pela incerteza quanto à liberdade recém-readquirida depois do assalto. Compreensível. Leva algum tempo até recobrar a confiança e sentir-se segura novamente.
Pude sair andando, mas fui olhando tão insistentemente para trás que caí várias vezes. Saí ainda com cordas atando as mãos. Dessa vez não deixarão marcas, mas me farão sempre lembrar onde sou mais vulnerável.
Quanto se pede pelo resgate de si mesmo?
1º update(1 semana depois): não, não terminou. onde pensei que era livre, ainda estava entre seus muros.
2º update(2ª semana): síndrome de estocolmo.
3º update(3ª semana): princípio de desencanto. desprendendo-me.
4º update(4ª semana): livre, enfim. posso vê-lo sem temer. fim.
quinta-feira, 11 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Um presente
Dia claro, sol alto. A caminho de um ponto de ônibus, passava por uma rua sem asfalto onde estava um menino, aproximadamente 10 anos, recostado a uma carroça em frente a um terreno baldio. Eu não ia cumprimentá-lo, mas ele o fez.
- Oi...
- Oi!
- Tudo bem?
- Tudo bem!
- Você é bonita, hein!
- !!!!
- (um sorriso)
- Ai, obrigada!!! (O sorriso)
O que que você faz com uma coisa maravilhosa dessa?
O sorriso que ganhei ficou pra sempre, está impresso no meu rosto, não sai nunca mais. Encrustado na minha face, mas ainda incapaz de manifestar tudo o que esse diálogo inesperado me causou. Se palavras o podem, não o farão agora. Sorrio. =)
- Oi...
- Oi!
- Tudo bem?
- Tudo bem!
- Você é bonita, hein!
- !!!!
- (um sorriso)
- Ai, obrigada!!! (O sorriso)
O que que você faz com uma coisa maravilhosa dessa?
O sorriso que ganhei ficou pra sempre, está impresso no meu rosto, não sai nunca mais. Encrustado na minha face, mas ainda incapaz de manifestar tudo o que esse diálogo inesperado me causou. Se palavras o podem, não o farão agora. Sorrio. =)
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