sábado, 29 de junho de 2013

mutatis mutandis, cor inquietum

uma mania é querer sempre entender. e para isso, em mim, é preciso expressar. alguma coisas só saem de nós por escrito e foi assim que, para evitar a monotonia do tema aqui, desaguei meu rio de mágoas e confusões por aí, tentando explicar para mim mesma o que, como e por que acontece e aconteceu por dentro. e foi bom.
de tudo um muito. de autocomiseração a grandes saltos de força e fé. agonia e humor. vergonha e graça. eu. retratada por um único ângulo, o do amor, pseudoamor, desamor.
parece que se cumpriu e um ciclo menor se fechou, embora o maior e outros paralelos ainda girem viciados e incansáveis por aqui.

terça-feira, 18 de junho de 2013

sobrevivência, um manual. ou só um lembrete

relacionar-me sem esperar nada em troca (proteção e amor verdadeiro).
lembrar que vai doer demais sempre que eu esperar, porque a doente sou eu.
aceitar minha extrema e desesperada necessidade de afeto, amor, atenção e valor, mas não me odiar nem viver em função disso.
abolir o mito do amor romântico.
compreender que o preenchimento dos meus vazios não virá disso.
continuar buscando outras fontes e meios, ciente de que há somente Uma verdadeiramente eficaz, embora outras fugazes e até necessárias.
me proporcionar pequenas alegrias com mais frequência.
buscá-Lo, ainda que tateando, para que O possa achar.
lembrar que um pouco - ou muito - de infelicidade particular, de insatisfação existencial e melancolia fazem parte dessa vida.
deixar que cada choro meu, por mais infantil que seja, me leve sempre de volta pra Ele.
parar de tentar sozinha, embora me sinta essencialmente só.
saber que ninguém vai ficar do meu lado para sempre e que Ele vai.
me humilhar exatamente quando isso for mais difícil.
lembrar dEle o tempo todo.
e que, por mais que eu queira, eu não vou morrer por causa de nada disso.
não desistir.
merda.

sábado, 8 de junho de 2013

mudando as certezas de lugar

junho de 2013.
a despedida tomou outras dimensões. a desistência de um ideal de amor em que sempre acreditei, não por achá-lo de todo ilusório, embora em muito o seja, mas principalmente por não mais tê-lo como uma possibilidade universal e por minha evidente incapacidade emocional de vivê-lo de forma equilibrada.

such high expectations, so many disapointments. o tempo todo, esse o meu erro. o mito do amor romântico, da cara-metade, de uma parceria vitalícia.
afora a mentiras que me contaram, a pior foi a que eu mesma inventei e quis acreditar. procurei e achei mais dor. parei. não há ninguém em lugar algum.

relutei em encarar essa realidade, mas tudo conspirou para esse desfecho.

amar não é precisar.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

rádio cabeça

"Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer"
(Renato Russo)
Sim, Meninos e Meninas.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

para dizer adeus

há um ano.
a despedida continua.