Eu acordo todos os dias com a boa intenção de fazer o melhor. O meu melhor. Acordo todos os dias ciente da nova velha batalha que será aquele dia. Por isso, às vezes, já acordo cansada. Mas levanto e recomeço a viver. E na maciça maioria dos dias da minha vida, momento a momento vou perdendo as pequenas lutas que preciso travar contra mim. Fujo, me escondo, me nego. Páro. Outras poucas vezes perco bravamente. Quantas vezes venço? (...)
Estou na metade do dia de hoje, ainda há lutas pela frente e percebo que minha boa intenção é só uma intenção, só uma idéia, um desejo anêmico de ser o que não sou. Não resulta em ação, em fruto, em movimento em prol de mim. E não é egocentrismo ou coisa que o valha eu querer tanto o meu melhor, eu almejar, ainda que infrutiferamente, extraí-lo de mim. Ser melhor é também minha contribuição ao mundo, é minha dívida com Deus, comigo mesma.
Então o que me falta? Por que não germina em mim esta semente?
Coração estéril.
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