"se possível fora, enganaria até os escolhidos" (Mt 24:24)
começo a achar que é bem mais difícil estar certo do que estar errado. talvez porque eu já esteja acostumada a estar errada e nessa condição, qual risco corro? nenhum. me restam as consequências do erro, seja ele uma opinião, uma atitude, uma escolha. resta o arrependimento, a correção, o reparo do dano, tanto quanto esse é possível. mas quando certa, os riscos, altos, surgem. o que vou fazer com a razão que tenho comigo? vou usá-la contra quem está errado? vou me armar com ela? ora, quem se arma se prepara para uma briga. e eu preciso realmente 'derrotar' quem está errado? preciso triunfar?
empáfia, o altar do ego. percebi, então que, quando se está certo, o maior e mais difícil desafio à frente é manter a humildade, o atributo do caráter mais esquecido e desconhecido, mais mal-interpretado e confundido, o mais raro de todos. porque sem ela, vai-se do lugar de luz às trevas com um só pensamento e tudo o que era bom que estava contigo se esfuma no ar.
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