Entre outubro e setembro vivi um luto estendido. À minha volta quatro pessoas partiram, uma após a outra, sem despedidas.
As reflexões mais óbvias foram, como sempre, inevitáveis. Os clichês, quase necessários.
E será sempre um assombroso mistério que haja a possibilidade de sairmos de um velório abençoados. Mas isso é real, eu estava lá. E isso é a vida com Ele, é a Bíblia em carne, osso e lágrimas, é ter evidências de Sua existência então não mais invisível, então concreta, palpável, tangível, ao podermos, no momento da mais dura dor, dar vida às palavras "em tudo dai graças".
Por isso e mais, não dá pra deixar tudo continuar a ser o mesmo. Não posso deixar que me façam esquecer o que significa esse fôlego de vida que Ele mantém em mim agora. Há uma razão, um sentido, um propósito para que meu coração ainda bata.
Não me deixes esquecer nem desvalorizar o tempo que me dás hoje, por favor. Como é fácil, pra mim, perder esse senso de valor!
Hoje o aperto no peito não é pela dor que a morte traz, mas pelo desespero que o desperdício da vida me causa.
Porque, para aquela, a solução é dEle e por isso certa: haverá um grande e belo reencontro entre todos os que creram. Paz em meio ao temporal.
Mas quanto a este, só depende de mim...
Nenhum comentário:
Postar um comentário