Eu sei, sou mesmo uma alienada. Autista. Vivo num mundo fechado, hermético, privativo demais, impermeável, quase incomunicável com a vida real. Praticamente uma pteridófita. Estéril. "Sem os pés no chão". Vivo fora de tudo, vivo tudo pra dentro. E não dá pra disfarçar tanto quanto eu gostaria.
Mas talvez valha dizer não é o que gosto de ser e que não fui - nem serei - sempre assim.
Coração estrangeiro.
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