
Escorre pelas mãos.
Quem não tem essa sensação?
Difícil passar ileso pelo mundo. Não ser conduzido, induzido, contaminado, manipulado, iludido, enganado. Fizeram o tempo voar e eu não consigo acompanhar. E eu não consigo me tranqüilizar.
Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou...
E eu querendo viver 100 anos "para dar tempo de tudo". Uma sensação pontiaguda de tanto tempo perdido até aqui, à beira de 3 décadas de existência, pela doença, pelo autismo, pela insegurança, pelo que não sou. Mais a obrigação auto-imposta de me ressarcir, o senso de dívida comigo mesma, com eles e com Ele.
Mas temos muito tempo, temos todo tempo do mundo...
É a vida moderna, a quantidade enlouquecedora de informação a que temos acesso e que não conseguimos digerir, a pressa para alcançar o que quer seja, 'chegar lá', a minha dificuldade de eleger prioridades, querer engolir o mundo com a boca de uma vez só e por isso mesmo não conseguir nem um ínfimo pedaço digerível dele. Tudo chamando minha atenção ao mesmo tempo, tudo me chamando para ver, para saber, para descobrir, para viver, para ser e eu como um radar desgovernado. Do tudo, nada fica, nada absorvo, nada sou.
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
O tudo que atrai é o que distrai.
Quem não tem essa sensação?
Difícil passar ileso pelo mundo. Não ser conduzido, induzido, contaminado, manipulado, iludido, enganado. Fizeram o tempo voar e eu não consigo acompanhar. E eu não consigo me tranqüilizar.
Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou...
E eu querendo viver 100 anos "para dar tempo de tudo". Uma sensação pontiaguda de tanto tempo perdido até aqui, à beira de 3 décadas de existência, pela doença, pelo autismo, pela insegurança, pelo que não sou. Mais a obrigação auto-imposta de me ressarcir, o senso de dívida comigo mesma, com eles e com Ele.
Mas temos muito tempo, temos todo tempo do mundo...
É a vida moderna, a quantidade enlouquecedora de informação a que temos acesso e que não conseguimos digerir, a pressa para alcançar o que quer seja, 'chegar lá', a minha dificuldade de eleger prioridades, querer engolir o mundo com a boca de uma vez só e por isso mesmo não conseguir nem um ínfimo pedaço digerível dele. Tudo chamando minha atenção ao mesmo tempo, tudo me chamando para ver, para saber, para descobrir, para viver, para ser e eu como um radar desgovernado. Do tudo, nada fica, nada absorvo, nada sou.
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
O tudo que atrai é o que distrai.
Eu enxerguei a pós-modernidade ontem.
Lembrar que a cada escolha, uma renúncia se exige. Simples assim.
Abrangência ou profundidade?
Suspeito que seja mais saber que viver o que me impacienta, me angustia.
Temos nosso próprio tempo...
Somos reféns.
Somos tão jovens...
Temos nosso próprio tempo...
Somos reféns.
Somos tão jovens...
Quero paz.
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