ontem à noite saí de casa meio sem rumo. eu só queria sair mesmo, o que tenho feito pouquíssimo, dirigir devagar olhando ao redor, parar em qualquer lugar, olhar e esperar alguma coisa acontecer, qualquer imprevisto bom, que pedi em pensamento. fui à uma locadora sem idéia de que filme traria, embora tenha listas e listas de filmes a ver. depois fui a um supermercado 24h, desses estilo magazine, que tem de tudo. gosto bastante desses mercados, nunca estão muito cheios e eu adoro olhar prateleiras de qualquer coisa, mesmo sem interesse em comprar. daí que encontrei uma amiga de faculdade com quem tive e tenho pouco contato mas por quem tenho carinho, que sempre pareceu recíproco. estavam ela, a mãe e a irmã, que conheci ali. conversamos, conversamos, gente simpática, e de lá fomos jantar no japonês. jantamos, rimos, combinamos pedaladas e visitas para os próximos dias e nos despedimos agradecidas umas às outras com dizeres de "adorei te conhecer", "adorei de encontrar", "obrigada", trocando endereços e prometendo não deixar o contato nos escapar. eu adorei, muito mesmo, por várias razões: por ter um pedido singelo atendido, pelo contato agradável com gente gostosa de conversar, por mais um reencontro, pela quebra da rotina. mas eu desconfio que foi mais especial porque foi inesperado, porque foi esse presente do "acaso" (aspas em deferência ao Engenheiro das coincidências) para esse dia, porque veio me surpreender. a companhia delas foi maravilhosa e mesmo amando o contato que tivemos e poderemos ter daqui pra frente, eu confesso que lá no fundo de mim não tenho o mesmo entusiasmo em procurá-las como tive em encontrá-las por acaso,
como se* o melhor de tudo eu já tivesse desfrutado.
*porque eu seu sei que não.
hoje um vizinho novo veio aqui em casa. ele se mudou aqui pra frente há uns 2 meses e como é de praxe, dona Nenê, a senhora minha mãe, estabeleceu contato logo, toda querida como ela é. o papo deles está dando tão certo que ele já prometeu que vai cuidar da infestação de cupim que está tendo em casa e outro dia subiu lá no telhado para trocar umas telhas quebradas que geraram goteira aqui (é, casa antiga é assim). ele, gente boníssima, todo solícito e tal. aí ele viajou no fim de ano, avisou a mãe e tudo. enquanto ele estava viajando, ela viajou, foi pro Rio ver a vó. ele deve ter chegado esses dias e hoje ele veio aqui saber se estava tudo bem porque faz dias que ele não vê a vizinha e ficou preocupado se a tragédia da chuva no Rio tinha afetado alguém da família. perguntou se a goteira parou e disse que qualquer coisa ele está ali. me deu até vontade de abraçar.
Enriqueta e Felini, de Liniers. Quase existem mesmo, de tão fofos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário