Não, não é cansaço....
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha a espécie de pensar
Que se me entranha a espécie de pensar
E um domingo às avessas do sentimento,
Um feriado paassado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E tambem o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Com tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
da vida concreta -
Qualquer coisa como um grito
Por dar
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um,
E a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
Álvaro de Campos
Ando novamente cansada do rastro de incompreensão que sempre deixo por onde passo.
A quase misantropia sempre foi uma saída, nunca a solução.
O esquecimento, meu descanso.
O esquecimento, meu descanso.
Meu "falso cansaço"... Sempre comigo. Mais um detalhe de mim.
(janeiro/2006)
2 comentários:
Huu deu arrepio, blog de 2006 e 2007. Os amigos que lhe conhecem não carecem introdução para estes anos. Que legal fazer a releitura dos posts passados e que ainda são presentes. Opinião: não guarda tudo de lá, deixa apagar.
Um desejo para nós: não ser os mesmos por toda a vida.
Muitos beijos.
ê, Dalgisa... sábias palavras... lov.
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