segunda-feira, 16 de abril de 2012

responsável pelo que cativas

Então.
Ainda no beabá da vida. Tópico "Amizades".
Descobrindo só agora que não dá mesmo pra ser amiga de todo mundo. Que é quase o mesmo que ser amigo de ninguém. E por mais trabalhosa que essa tentativa me seja (porque o resultado dela é bastante questionável), ainda é mais cômoda do que a de ser verdadeiramente amiga, com tudo o que isso implica (e aqui entra o trabalho, com desmedido esforço), de uns poucos eleitos.
Eu fiquei tão atônita com essa realidade que passei uns dias sem saber quem seriam esses eleitos e inconformada com a necessidade de escolhê-los (pela dificuldade de renunciar, ato intrínseco à escolha). Até que o óbvio saltou aos meus olhos e os vi todos lá, esperando por mim, pacientemente, e por essa completa amizade que até hoje não lhes ofereci.

Confesso que ainda me desconcerta a impossibilidade recém-descoberta. Me envergonham as prováveis motivações egoístas desse afã doador. E percebo que ainda vai levar tempo para eu entender algumas importantes distinções para errar menos com eles - os amigos mais chegados que irmãos, os amigos, os irmãos, e todos os outros que se aproximam, que esperam de mim, que pedem de mim e os que querem a Cristo, não a mim -  e com Ele.

2 comentários:

Chloé Pissini disse...

Renunciar a tentativa (frustrada) de ser muito pra todo mundo é uma das minhas maiores dificuldades, também. E acredito que se dá justamente por temer acabar sendo pouco pros poucos que escolher. Medo do fracasso. Não dá pra recolher o feedback de todos, quando muitos. E, por mais insatisfeitos que estejam, eu jamais o saberia.

Ou não? rs

C. Adalgisa disse...

Smuac Mimi. Conta comigo por perto ou de longe. "Escolhei hoje a quem sirvais..." parece que esse dever vem de longe @@. Lov.