Hoje eu não sei nada. Nada de mim, nada sobre o que é melhor, nada sobre o que quero, nada do que é certo, eu simples e sinceramente NÃO SEI. Nunca soube tão pouco sobre tudo o que me diz respeito, desde o que penso sobre tudo às minhas preferências mais banais. Como se eu nunca tivesse me ouvido, ou visto, ou vivido até então. Na verdade, nunca soube de nada, mas em alguns momentos achei que sabia e isso me poupava do que sinto agora, agora que o DESCONHECER é minha única certeza, meu quase pavor, mas, por estranho que pareça, minha maior esperança.
De volta ao deserto, sob Sua guia.

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