O que preenche os compartimentos do meu cor inquietum fica a cada dia mais claro e nítido.
Átrios de amor e cuidado, ventrículos de uma inocência remanescente, sobrevivente. Muito do que tenho feito até aqui parece ter sido motivado por esses dois movimentos alternados, cíclicos, complementares, num entra-e-sai, causa-e-efeito, vai-e-volta, vice-versa... "tum tum, tum tum".
Mas esse entendimento não tem fim em si mesmo, graças Àquele que sara.
Parece que pela primeira vez consigo ver um pouco, ainda muito pouco, o que posso fazer com o que encontro em mim, revelado por Ele, pela luz do Seu caráter santo e perfeito. Revisito um sentimento que me fazia falta, a esperança de que esse autoconhecimento apontará, finalmente, para alguma melhora, algum crescimento. Cura não digo mais, por humildade e maturidade, não por duvidar.
Será?
Quero tanto ser outra.
Preciso crer. Com precisão cirúrgica Ele há de extirpar e corrigir tudo o que vai mal em mim. Fora do ritmo, mas tentando acertar o compasso, a vida segue.
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