Estranhos parecem gostar de mim. Sorriem, me aprovando. Me cumprimentam e esperam minha retribuição.
No ônibus, ao passarem por mim na calçada, ao pararem o carro ao lado no semáforo, nas filas, nos mercados, lanchonetes, etc.
Talvez seja assim porque eu não os encaro com estranheza. Apenas olho, como se já os conhecesse.
É que depois de algum tempo a gente entende que muito menos do que imaginamos nos separa uns dos outros. Somos iguais.
E toda vez que os olho, estão me olhando. Olham, olham, olham pra mim.
Me fazem sentir o mundo amistoso.
Então, dizê-los "estranhos" me soa um erro.
Um comentário:
Vou te dizer uma coisa, as pessoas vêm e vão oferecendo aquilo que mais lhe trariam alegria em troca. Nesse caso o seu olhar gentil é retribuído com o costume dum lugar chamado Brasil.
"Brasil, de amor eterno seja símbolo."
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