quarta-feira, 27 de abril de 2011

"Minhas raízes são aéreas"

Já compartilhei com quase todos ao meu redor, ma parece que não foi sufuciente. Queria que isso entrasse em mim, não sei. Queria esse encontro com a vida, com essa quase ilusão de uma vocação, de uma missão. Esse meu lado criança que não desistiu de ser uma heroína intergalática. Estou meio fora de mim desde que essa entrevista tirou algumas coisas do lugar por aqui. E apaixonada por essa mulher que é quem eu gostaria de ser, que vive a coerência perfeita entre o que acredita e o que faz, esse encaixe perfeito capaz de trazer-lhe paz mesmo em meio a tanto sofrimento vivido e testemunhado, que sente o mundo como sua verdadeira família, que vive permanentemente o PRAZER DE SERVIR, que vive plenamente o propósito para o qual fomos criados: viver o amor e vencer tudo por ele. Alguém que vive o amor em sua totalidade sem falar de religião.
"Eu quero ter raiz, mas raízes aéreas, que eu possa levar para onde eu quiser."

"É assim.. você está cansada, você está aniquilada, mas a alma está salva, você está se sentindo bem com o que está fazendo."

" - E você sabe que não está fugindo de nada... 
  - Até porque eu me levo para todo lugar, né? Eu não tenho como fugir. Eu estou junto comigo o tempo todo."

"Quando você não tem nada, mas você ainda tem espaço para acolher alguém dentro de você, é interessante, bem interessante. E aí você se dá conta de que o material não é nada."
"Cada um tem a sua escolha. Inclusive, a escolha de dizer: “Eu quero viver nesse outro mundo”. E a alienação também traz felicidade. Você não saber de tudo, você não saber de uma série de penúrias e de desgraças do mundo também te traz um conforto e uma sensação de felicidade de "Ok, tudo o que eu sei é que meu filho está bem alimentado, dormindo num bercinho bonito, que acabei de reformar o quarto dele com um arquiteto. Está tudo ótimo." Tipo, a alienação também é isso, também traz conforto. Mas eu não escolhi esse lado. Eu escolhi saber, eu escolhi ver.
Como é escolher ver?
 – Rico, bem rico. É uma sensação de ter muita gente dentro de mim. Eu já sou muitas, né? Sou muitas mulheres e muitos homens também, sou muita gente. É uma sensação de... (permanece um pouco em silêncio) estar muito plena. Plena de história, de tudo. Plena..."
  Débora Noal, psicóloga do Médicos Sem Fronteiras, heroína de verdade.

Um comentário:

C. Adalgisa disse...

Ho Mi, esse post ficou lindo, depois que lí toda entrevista mais ainda. É a tal pessoa que não pensa só em dinheiro. Mais ou menos o que a gente vem aprendendo de maneiras diferentes. Deixa aquii pra gente lembrar sempre.