"Eu quero ter raiz, mas raízes aéreas, que eu possa levar para onde eu quiser."
"É assim.. você está cansada, você está aniquilada, mas a alma está salva, você está se sentindo bem com o que está fazendo."
" - E você sabe que não está fugindo de nada...
- Até porque eu me levo para todo lugar, né? Eu não tenho como fugir. Eu estou junto comigo o tempo todo."
"Quando você não tem nada, mas você ainda tem espaço para acolher alguém dentro de você, é interessante, bem interessante. E aí você se dá conta de que o material não é nada."
"Cada um tem a sua escolha. Inclusive, a escolha de dizer: “Eu quero viver nesse outro mundo”. E a alienação também traz felicidade. Você não saber de tudo, você não saber de uma série de penúrias e de desgraças do mundo também te traz um conforto e uma sensação de felicidade de "Ok, tudo o que eu sei é que meu filho está bem alimentado, dormindo num bercinho bonito, que acabei de reformar o quarto dele com um arquiteto. Está tudo ótimo." Tipo, a alienação também é isso, também traz conforto. Mas eu não escolhi esse lado. Eu escolhi saber, eu escolhi ver.
– Como é escolher ver?
– Rico, bem rico. É uma sensação de ter muita gente dentro de mim. Eu já sou muitas, né? Sou muitas mulheres e muitos homens também, sou muita gente. É uma sensação de... (permanece um pouco em silêncio) estar muito plena. Plena de história, de tudo. Plena..."
Débora Noal, psicóloga do Médicos Sem Fronteiras, heroína de verdade.

Um comentário:
Ho Mi, esse post ficou lindo, depois que lí toda entrevista mais ainda. É a tal pessoa que não pensa só em dinheiro. Mais ou menos o que a gente vem aprendendo de maneiras diferentes. Deixa aquii pra gente lembrar sempre.
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